Natal para alguns
Vivemos o encantamento do Natal! Desdobramos a significação da luz em piscas coloridos, compramos roupas com frenesi, marcamos encontros regados a bebidas, na pressa de quem trabalhou o ano todo e agora quer parar para sorrir... Mas nada pode ser parado! O riso de alguns atravessa o tempo no mesmo instante que outros se derramam em prantos! Não será festa para todos... Não será festa para as mães que choram de saudade dos filhos e filhas perdidos para a violência no Benedito Bentes, no Vergel do Lago, em Cruz das Almas, no Jacintinho... Não há mais luz para os filhos engolidos pela larga garganta do tráfico! Nossos alunos estão assaltando à mão armada pelas ruas temerosas da nossa mal amada cidade, e à noite, não assistem mais nossas aulas. Há uma impotência generalizada! O inominável da loucura urbana sugere a criação de guetos na garantia da sobrevivência. Quem viver verá a apologia do individualismo mais esparramada na face da coletividade. Há medo! O enfrentamento da violência sugere a contemplação provisória das rondas policiais, iluminando de vermelho nossa psicologia policialesca! Carentes de melhores homens, legitimamos o poder institucionalizado nas mãos ávidas de “lobos sem pele de cordeiro” porque eles enganam melhor. No contrasenso de quem não reflete antes de agir, sonhamos com o combate ao crime elegendo criminosos (mesmo os presos!). Que se fará de nós? O descaso de quem adota a fuga da responsabilidade se abre em leque, dividindo a dor! Somos todos reféns das mesmas possibilidades ingratas! Mas no Natal há mais Luz...
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 00h03
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Os drogados de Deus
A quem pertence essa cidade de pouca luz, quando a noite cai? Qual boêmio perambula pelas madrugadas regadas a crack e sangue, na música dos revólveres comprados na “feira do passarinho”? Há um zanzar silencioso dos vendedores/compradores da borra maldita pela noite da Praia da Avenida. Da janela os vejo. De longe os lamento. São jovens envelhecidos pela curta esperança de mais uma aurora. Não há polícia na rua, há medo. A sombra da noite é um manto de ninguém, ocultando a vileza do sistema. Não tem sonho, a crueza do tráfico não pode perder tempo com coisas de gente, o que vale é o consumo. Conservo minha feliz caretice de não experimentar, droga e algema se parecem tanto, e aprendi a ser livre, até quando não posso ser. Vigio em silêncio a queda da cidade nos passos dos jovens marcados pela marginalidade. Olhando assim até parece que aqui não tem político, ninguém gere o Estado e a sociedade dorme. Aqui, só resta Deus e os drogados a quem Ele ama!
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 01h07
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A Crise e a Cuca
A crise mundial nos faz lembrar a infância, assistindo ao Sitio do Pica-pau Amarelo, tremendo de medo da Cuca! Aos sete anos, sem entender as deliciosas “farsas” que o mundo literário é capaz de criar, sendo possível às mesmas ganharem formas, revestirem a matéria e influir na emoção da gente, eu tremia como vara verde ao som inesquecível da gargalhada dela, a jacaré de franja loura, que saía rebolando de uma gruta onde caldeirão fervente se cobria de fumaça eterna... E a crise, com isso? Meu pavor oriundo da ignorância, reaviva diante do discurso assumido por setores estratégicos, justificando a crise com uma “bondade” do presidente norte-americano ao permitir crédito aos “pobres” de lá. Tem gente que ficou passado com essa conversa, porque pensava que “lá” não tinha pobres! Recordo meus primeiros estudos dos teóricos clássicos, e um tal de Karl Marx explicando as estranhas de um bicho-papão chamado Capitalismo! Dissecando o bicho, chegamos a duas partes interessantes: estrutura e superestrutura. Uma funcional, básica, plataforma material para a efetivação das escalas produtivas. A outra mais sutil, envolvente, ideológica. Aí surgiram outras tantas ramificações, e na “coleção primeiros passos” fiz a primeira leitura do “que é recessão”. Fui achando bom e perdendo o medo da Cuca e da Crise. Pois há sempre algum tipo de crise nesse sistema. Ele pode mudar de nome, enfeitar, fazer plástica, mas sua essência continua cíclica. Engraçado mesmo foi o decreto do prefeito eleito com 80% dos votos de Maceió, quando proibiu funcionários públicos de tirar licença para estudo, alegando que era por causa da crise... Será que ele assiste ainda ao Sitio do Pica-pau Amarelo?
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 21h57
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Avenida sem Paz
A imagem de uma dama abandonada entre os detritos da cidade. Lixo que a gente joga, gente jogada no lixo e lixo de gente! Banhada pela luz solar que mata os vermes e revigora a planta rasteira que luta pela vida. Na perseverança das suas ondas, no rugir do vento, continua bela a Praia da Avenida! Todos os dias a contemplo, como exemplo de quem não desiste. Símbolo do descompromisso de gerações de maus políticos que lamberam os beiços finos no tacho dos cofres públicos alagoanos! Como uma mãe ferida, mas guerreira, acolhe em seus braços azuis a hepatite e os pobres que se banham em suas águas prostituídas pelo riacho Salgadinho. Porque aqui, nessa terra de “me dê uma esmolinha” a pobreza justifica tudo! Se é pobre “pode”! Até “deve” tomar banho nas águas poluídas! É como ser obrigatoriamente analfabeto, vendedor de voto, matador de pai e mãe na periferia...A pobreza virou o grande manto a ocultar a consciência. Fica no paralelo o fato de ser político! Se é prefeito “pode”! Pode baixar um decreto vil proibindo professor de tirar licença para estudar, como se isso não fosse mais que um direito, uma necessidade! “Pode” negociar com a saúde, a educação e tudo mais no jogo de conchavo partidário, onde a última coisa que se discute é o serviço público que será ofertado. Volto o olhar à praia. Não há indiferença em suas águas. Os moradores de rua (atual modalidade urbana de “gente”), os loucos e os suicidas a procuram constantemente. Confiam-lhe seus corpos. As águas lambem suas feridas. Extensa mão de Deus se misturando à sujeira humana, na auto-limpeza que não retrocede, mas sempre avança, cantando sua ferocidade harmoniosamente. Esperando Maceió renascer com ela.
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 21h47
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Seminário sobre mídia étnico-racial
Cojira-AL realiza seminário sobre mídia étnico-racial "200 anos da imprensa no Brasil: avanços e desafios da mídia étnico-racial", esse foi o tema escolhido para o seminário comemorativo da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial em Alagoas (Cojira-AL). O evento será realizado no dia 29 de novembro, integra a programação do mês da consciência negra, além de celebrar o primeiro ano de atuações da entidade. Jornalistas, acadêmicos de comunicação, lideranças de segmentos sociais e educadores estão convidados. As atividades terão início às 8h, no Teatro Linda Mascarenhas, e à tarde, no Sindjornal terá o bar da comunicação afro-cultural. Inscrições gratuitas no Sindjornal ou pelo telefone 3326-9168. Confira a programação: 29/11/08 (sábado) 8h - Credenciamento e Acolhimento Afro * Apresentação artística e receptiva 8h30 - Mesa de abertura 9h - Painel I: "200 anos da Imprensa no Brasil: avanços e desafios da mídia étnico-racial"
Perfil 1: "Aspectos históricos e a importância da mídia étnico-racial"
Palestrante: Nelson Inocêncio - Professor de Comunicação na UnB
* Resumo histórico da Imprensa Negra: primeiros jornais, importância dos abolicionistas; *Cobertura jornalística das manifestações afro-culturais, religiosa e política do povo afro-descendente; * Questão étnico-racial no movimento sindical de jornalismo. Perfil 2: "Estética negra, auto-estima e o papel da Imprensa" Palestrante: Ana Claudia Laurindo - Cientista Social e Mestra em Educação (Ufal) * Abordar sobre a porcentagem de 13% para a participação dos afro-descendentes nos meios de comunicação e produtos publicitários; * Estereótipos midiáticos, sensacionalismo; * Mídia e identidade étnico-racial. 10h - Debate 10h40 - Intervalo 11h - Painel II: "Mídia e conjuntura afro-brasileira" Perfil 1: "Mídia e Religiosidade Afro" Palestrante: Neide Martins - Ialorixá e Coordenadora do projeto Inaê/Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb)
* Desmistificação da religião afro - breve histórico e ramificações; * Atividades sócio-culturais com a comunidade, projetos e envolvimento com turistas. Perfil 2: "Políticas de Ações Afirmativas, Leis de combate ao racismo e intolerância" Palestrante: Alberto Jorge Ferreira - Advogado e Presidente da Comissão de Defesa das Minorias Étnico-Sociais da OAB-AL * Importância das ações afirmativas; * Avanços jurídicos contra a opressão, preconceito racial e intolerância religiosa. 12h - Debate com todos os palestrantes. 13h - Bar da Comunicação Afro-cultural Local: Casa da Comunicação / Sindjornal * Almoço afro * Encerramento das atividades 30/11/08 (domingo) v Visita étnico-racial na Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares (AL), que será executada em parceira com os agentes culturais do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô. Na atividade será possível conhecer o Parque Memorial Quilombo dos Palmares - primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana das Américas - ter acesso às explanações históricas (sobre o Quilombo dos Palmares, lideranças quilombolas, herança-cultural, organização sócio-política e militar), trilha, dinâmicas de relaxamento e integração. Saída: 8h - Casa da Comunicação / Sindjornal em Maceió Retorno: 15h - União dos Palmares / Parada final: Praça Visconde de Sinimbu (Maceió) Todas essas informações, fotos, artigos, reportagens e as ações da mídia afro-alagoana você encontra no blog: www.cojira-al. blogspot. com. Axé para tod@s! COJIRA-AL
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 23h08
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Dissertação concluída e aprovada.
Durante alguns meses de ativismo não pude atualizar este blog. Motivo justo: precisava concluir a dissertação para dar sequência à vida acadêmica.
O êxito foi alcançado em 27 de outubro, obtendo aprovação e despertando opiniões com o tema “O ponto de parada: racismo na escola, alunos negros na EJA”.
Analisamos o histórico de retenção dos alunos negros que predominam nas salas de EJA, assim como as relações entre professores e demais partícipes da vida escolar com os alunos negros dos ditos turnos regulares.
A complexidade desse tipo pesquisa não invalida nossa conclusão: o público de EJA não se compõe apenas de trabalhadores que não puderam estudar ou saíram da escola para trabalhar.
O racismo é um elemento ativo de exclusão na escola, provocando “punições” em forma de retenções, atrasando a cronologia dos estudos, culminando na EJA de onde a maioria não irá a lugar nenhum, na perspectiva da continuidade.
Há necessidade de incluir RACISMO como tema de formação dos professores e professoras pela própria academia.
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 01h48
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no fundo do túnel
É BEM VERDADE QUE O GOZO FOI RÁPIDO, COMO APRECIAR UM FENÔMENO RARO E BREVE, MAS TEVE A FORÇA DE PROVOCAR O GOSTO PELA SUA BUSCA, A ESPERANÇA DO RETORNO...ME REFIRO À PRISÃO DOS DEPUTADOS ALAGOANOS CONSIDERADOS “MATADORES”, PRESOS PELA POLÍCIA E LIBERTOS PELO SUPREMO. FOI SEM DÚVIDA O PRENÚNCIO DE “ALGO NOVO” OU A CONFIRMAÇÃO DE QUE “TUDO É POSSÍVEL”! SERÁ QUE ENQUANTO ELES “MATAM” ATÉ A LEI, UM MOVIMENTO SUTIL SE CRIA NA DIREÇÃO DA LUTA? LUTA, ENGENDRADA, NO LUTO? NÃO DÁ PRA DORMIR SEM REGISTRAR A VONTADE DE VER “DE NOVO” AS ALGEMAS NAS MÃOS CERTAS! ESSA ELEIÇÃO DE 2008 AINDA NÃO SERÁ DO POVO, OS VÍCIOS ESTÃO IMPREGNADOS DEMAIS, A COMPRA DE VOTOS TEM MIL FORMAS DE SE DÁ, O POVO PEDE, ESPERA, PROCURA VENDER O VOTO... UMA JOVEM ADMITIU ESTAR ESPERANDO O DIA DA ELEIÇÃO PRA PODER COMPRAR UM ALICATE DE UNHA, ESPÁTULA E LIXA...COMO? VENDENDO O VOTO! ESTARÁ ERRADA EM QUERER FICAR BONITA? CLARO QUE NÃO! ELA SIMPLESMENTE PARTICIPA DA TRAMA “POR BAIXO”, SEM CONSCIÊNCIA DA CONSEQUÊNCIA DE UM VOTO EM ALAGOAS, ESTADO MARCADO PELA PARTICIPAÇÃO DE CACIQUES, CORONÉIS E JAGUNÇOS...NOS PLEITOS ELEITORAIS! TODOS SABEM, TODOS NÃO SABEM. A JUSTIÇA EXIGE PROVAS, A POLÍCIA APURA...MAS NÃO PODE PRENDER CRIMINOSOS IMUNES, EQUILIBRISTAS ELEITORAIS ENDINHEIRADOS COM FINANCIAMENTO DA ALE. MIX TRAGICÔMICO: PREFEITO, VEREADORES, DEPUTADOS, GOVERNADOR E ELEITORES! DEPOIS...A TRAGÉDIA DIÁRIA, A FOME, O GRITO PERDIDO NA LARGUEZA DAS RUAS VAZIAS... JOVENS EMBRIAGADOS, DROGADOS, SEM CONHECER O GOSTO DE SONHAR. DIRÃO QUE O NOME DISSO É REALIDADE, MAS...CONTINUAREMOS ESPERANDO “DE NOVO” AQUELAS ALGEMAS...
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 23h46
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De botuca...
Se tem um ponto POSITIVO no governo Lula, posso dizer que é a liberdade de ação da Polícia Federal para investigar e entregar à justiça os grandes criminosos do país, ou seja, políticos versus ricos. Em nosso ritmo lento, a ação desperta abruptamente a sociedade votante! Imagine, AA preso! E o B? Quem diria! Mas também teve o C! Será que o alfabeto se completa? Entra em cheque ou em choque a ação posterior, queremos ver justiça ser feita! Assistimos a prisão de outros tantos praticantes de ações iníquas na Operação Guabiru, e hoje, eles desfilam nas campanhas eleitorais “aparentemente” ilesos, mais ricos e famosos! Há tantas brechas e esticadas nas leis, que nossa euforia se contém, em quase silêncio, a esperar o amanhã... Estarão eles de volta ao palco, dando ordens temíveis a executores frios, fazendo “justiça” ao modo conhecido da polícia, da justiça e da sociedade alagoana, matando? Antena ligada!!!! Felizes...mas...contidos! Nunca se sabe quem poderá ser o próximo quando se mata por motivos fúteis há anos nessas terras do marechais... Os Guabirus continuam lá, comendo merendas, ceias, cestas básicas, consciências, votos... E gato escaldado...
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 15h00
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Abandono criminoso.
O cenário é dos mais lamentáveis: uma cidade que elegeu um representante no último pleito, mas que deriva hoje em busca de um; uma população que chora a dor de perder jovens e adolescentes para o crime e para a criminalidade! Matriz de Camaragibe em cena! O resultado da semeadura iníqua de Cícero Cavalcante & Cia. Políticos comprometidos com a corrupção, uma sangria que nada estanca, nem a justiça, nem o voto... O último prefeito e vice abandonaram a cidade e partiram em busca de novos currais, para domesticar outros pobres (de dinheiro e de espírito!) e continuarem a façanha nefasta. Todos os vereadores querem se reeleger, e continuar fazendo NADA pelos eleitores, por isso, ninguém quer assumir a cadeira disputada ( por 4 anos, não por 2 meses!). Enquanto isso a cidade vive um drama pessoal, interno: seus jovens estão morrendo nas mãos de outros jovens. Ou mata ou morre! Mães a chorar... Estamos vendo a consequência (cada vez pior!) do voto mal dado, pescado pela astúcia de quem usa a pobreza para ferir mais o pobre. Justiça? Como? Onde? ?...
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 12h40
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Na República dos bangüês
Alagoas consegue feitos incríveis, tais como: reverter todos os processos de cunho democrático, senão no papel, sim, na prática! Contudo, algo tão escandaloso quanto o pleito de 2008 nas cidades alagoanas que apresentaram uma ÚNICA candidatura a prefeitura, não era esperado. Afinal, se nem Jesus Cristo agradou a 100% da população do planeta, como poderão estes candidatos “absolutos” terem conseguido esses 100% de consenso, num rol de partidos tão largo? Algumas hipóteses surgem: acordos “irrecusáveis”, condensando interesses os mais diversos, ou MEDO de morrer, de sofrer uma emboscada... Isso é muito comprometedor nesse presente momento, quando o mundo beira pós-modernidade e nós ainda rondamos em busca da República! Não essa República Democrática burocrática, legalista, assentada numa justiça CEGA! Sentimos ânsia por uma República de atitudes democráticas nas garantias dos direitos, entre eles, o mais importante, o DIREITO Á VIDA! Nesse bangüê alagoano, segue a romaria dos deserdados, sem poder de escolha, tolhidos pelo analfabetismo e toda sorte de pobreza, enquanto os CORONÉIS brincam na política, montando seus castelinhos de cifras, colecionando cada vez mais almas, no torpe comércio partidário que se traveste de POLÍTICA!
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 17h18
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Sem flores...
Eles estão estendidos no chão, lavados ou não em muito sangue. São os corpos dos nossos jovens, assassinados a cada dia, sem chocar mais a população. Expostos nos sites, nos programas policialescos, nas folhas dos impressos. Eles são semelhantes em alguns aspectos: moradores da perfiferia, acusados de envolvimento com o tráfico, uma espécie de “refugo” social. Não serão o futuro da nação! Não ergueram flores, empunharam armas contra os canhões da sociedade burguesa! Perderam! Perderam feio! Perderam tudo, muito antes de perder a VIDA. Para onde caminhamos com o sistema de injustiças que rege nossa nação, nossa Alagoas em luto, em plena guerra civil? Sinto falta do rebuliço do povo, dos protestos contra a morte e pela VIDA! Que Deus possa acolher nossos jovens condenados, enquanto nós, transformamos suas mortes em disputa por ibope.
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 23h42
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Olhos...pra que te quero?
Quem vive, Vê! E hoje eu Vi...Cícero Almeida, prefeito de Maceió, protagonizando o papel que a pobre elite política alagoana acha oportuno deixar em suas mãos. Foi na inauguração do viaduto, que o desenho da situação política desse estado oprimido se fazia desnudo ante meus olhos de Ver. Ele, Ciço, um populista do tipo “brega”, só podia “colar” em um contexto como esse, nosso, herdado do passado de desdita que caracteriza nossa política. Para um político tão ruim dá certo, é preciso muito analfabetismo, e isso nós temos! É fundamental ter um povo confuso quanto à própria identidade cultural, e isso também temos! É preciso ter fome, ter sede, ter desespero existencial, e infelizmente, temos tudo isso! É preciso ter hospitais fechados para a assistência e alívio da dor dos pobres, e isso temos! É preciso ter um público com necessidades básicas e supérfluas para o corpo e para o espírito; é preciso ter uma classe média com formação mediana e ávida por uma brecha no mundo da corrupção; é preciso ter uma elite iníqua, comprometida com o crime, seja na cidade ou no campo, e a soma dessas mazelas, nós também temos! Ele, o prefeito que chorou na solenidade (talvez agradecendo ao deus Lyra a oportunidade de crescer tanto seu patrimônio pessoal), é o canal perfeito de comunicação entre os propósitos da elite agro/canavieira/política e os legitimadores do poder pelo sufrágio universal, os pobres; tão inoportunos quanto votantes, se reconhecendo na representação do ex-pobre, homem de discurso vulgar, que conseguiu “crescer na vida”. Ele, o “útil”, executor de um mandato de prefeito regado a obras, enquanto relegou a Assistência Social do município ao caos, serve aos financiadores do seu reinado. Aos jogadores do xadrez político arcaico! Beija a mão do velho condutor e batiza o viaduto em sua homenagem...mas não é só...pois também agrega em seu palanque velhas raposas, e ao contrariar alguma, não tem suficiente traquejo para barganhar, conchavar...resultado da inaptidão à vida pública...homem público “privado”, mandado! Em suma, é preciso muita loucura ou um porre muito grande para votar nessa representação truncada e mal intencionada chamada Cícero Almeida!
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 22h49
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Os sem saída...ou os ousados?
Deveríamos, talvez, diversificar a temática e suavizar o pensamento, afinal, já são tantos os que estão falando de violência em Alagoas! Isso se fosse possível esquecer que o próximo pescoço pode ser o nosso, ou, aqueles nos quais gostamos de fungar! Estamos todos envolvidos nessa fumaça, e o lodo do descaso faz afundar primeiro o barquinho do povo simples, dos sem salário ou dos quase sem salário! É a nossa história sendo registrada com sangue...ainda! A nossa polícia infringindo a lei...da Vida! Matando! Enquanto isso...governantes e seus representantes bem pagos bolam estratégias fantásticas de arrebanhamento do voto para o pleito que está chegando... Suas madames fazem largas compras e seus rebentos batem nas babás... Ô mundinho perdido esse! Tanta vida real para cultivar e eles brincando de gerenciar destinos! E nós, como vamos no posicionar com relação a isso? Fingir que não é conosco?
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 11h57
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A cara de pau na propaganda
Esse é o grande momento da propaganda.
Apesar de haver um discurso sobre o controle das mesmas, na prática, a politicagem coercitiva rola solta nos veículos de comunicação.
Um mar de dinheiro banhando os bolsos empresariais e uma enorme onda ideológica afogando nossa gente em informações maquiadas. Situações ideais que na verdade não passam de teatro, do qual muitas vezes, nosso desinformado povo participa, sorridente e mal pago!
O prefeito de Maceió, certamente tem conseguido cansar o telespectador com suas “obras”, tantas vezes fermentadas pela ótica da assessoria de comunicação...mas...o governador, contratando até uma atriz global para falar bem da terra esquecida, configura um abuso descarado do uso de dinheiro público!
Vá lá...se pelo menos contratasse uma atriz da terrinha... Tem tanta gente afim de fazer uma cena dessas! Mostrar a cara...
Em resumo: o objetivo Delles é convencer o público eleitor de que a realidade nua e crua de cada dia, na verdade, não é tão nua, nem tão crua...porque eles mesmos assim o dizem!
Só sei mesmo é que o voto continua sendo do votante, e se eles lutam tanto por esse voto...é pq vale mais que dinheiro...Voto vale vida!
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 12h30
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Loas às vaias
Os tempos mudam as coisas e o interesse pelas coisas muda os homens!
Os cicerones do presidente Lula em Alagoas jamais deixaram de ser os representantes-mor da direita ferrenha, ortodoxa...que boiavam na sopa de letrinhas do presidente, numa longínqua outrora, quando se apresentava político de esquerda!
Mas se é verdade que após se tornarem presidente podem mandar esquecer o que eles mesmos escreveram, também tem sido mandado esquecer o que eles mesmos falaram...
Para redimir os descrentes, os indignados, os quase céticos e os de boa vontade, pelo menos uma vaia!
Deveria, por certo, ter mais! Muito mais!
No caso de melhor pouca do que nenhuma, a vaia pública de Renan derrama uma chuvinha fina de esperança...aquela esperança de aprendermos a votar e utilizarmos o pleito eleitoral para expulsar do cenário, essas “Duas Caras” que se acostumaram a ganhar sempre. Condenando a nação a perder tudo!
Aguardamos a extensão das vaias. Mais vaias e menos votos para os maus políticos, responsáveis pela mácula sobre tão bela possibilidade de crescimento e avanços societários e humanos: a política!
Escrito por Ana Cláudia Laurindo às 09h33
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